Prédios e outras Histórias | Projeto 6 on 6

Paredes não falam, mas não tem quem segure a língua desse blog. O tema desse mês é nada mais que Prédios Históricos, e com certeza Montréal é cheia deles. Mas vocês provavelmente já conhecem o basicão né? Estádio Olímpico, o prédio esquisitinho Habitat 67, aquela coisa. Mas Montréal é também cheia de histórias que não se contam nos guias turísticos – e essas, normalmente, são as histórias mais suculentas <3

Então eu separei 6 prédios que não contam histórias – e sim fofocas – de um tempo montrealense que não nos pertencem mais.
Todos preparados para o post cápsula do tempo?
Segura o chapéu vintage, guarda o relógio de bolso e VEM COMIGO <3

  1. The Allan Building

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Muita gente não sabe, mas Montréal tem uma quantidade significativa de passageiros do Titanic enterrados em seus cemitérios mais famosos e antigos. O Allan Building foi onde o primeiro lugar onde o sinal de socorro foi capturado e enviado para a Marinha montrealense. O jornal da cidade, The Montreal Gazette, foi o primeiro jornal do mundo a publicar a notícia do desastre que abalou corações, nossas playlists e a conta da Celine Dion.


2. Assassin’s Creed’s Creed

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Um dos jogos mais famosos e rentáveis do mundo foi criado aqui na nossa bela e pacata cidade. Durante o começo dos anos noventa, as fábridas têxteis estavam em crise e desaparecendo em uma velocidade um tanto quanto preocupante. O partido político da época, Parti Quebécois, precisou improvisar um jeito de gerar mais empregos, e como haviam rumores que a área multimídia seria a próxima onda que o boom da internet ia trazer, decidiram investir nela. Na época, a Ubisoft estava querendo expandir pra América do Norte, e ia inicialmente ir pra New Brunswick, mas Montréal ofereceu $25.000 dinheiros pra cada montrealense que a compania contratasse por cinco anos. Nossa amiga Ubi trendsetter abriu portas para várias outras empresas como EA, Eidos, THQ, Warner Bros. etc, marcando a história e economia da cidade pra sempre.


3. Café Cleópatra

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O Café Cleópatra foi criado em 1975 e é conhecida como precursora da cultura Drag em Montréal. Muitos se referem ao café como uma das últimas landmarks da era Sin-City Montrealense. O local já sofreu inúmeras tentativas de despejo, mas seu público fiel, colorido e engajado protesta todas as vezes, e o Café continua lá firme e forte! Ponto para o time arco-íris <3


4. Cruz do Mont Royal

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A famosa cruz não é um prédio mas é completamente icônico e merece um espacinho aqui. Ela foi dada de presente pra cidade depois de um alagamento violento, pra abençoar a cidade e se livrar da desgraça. Mas o que muita gente não sabe é que, no pé da cruz, foi enterrada uma cápsula do tempo com cartas de mais de 12.000 crianças sobre o que elas acham que o mundo vai ser em 2142, quando a cidade completa 350 anos. Honestamente, achei Millennial-unfriendly, mal consigo esperar os 10 segundos do próximo episódio do Netflix imagina isso tudo aí. Não dá pra comprar versão premium e ler agora? Fica a dúvida.

5. A Casa da Mary Gallagher

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Reza uma lenda montrealense que Mary, junto com sua amiga Susan Kennedy, eram ambas prostitutas arrasadoras de corações e bolsos. Numa certa noite, em algum lugar nas ruas do bairro Griffintown, elas saíram para beber e Mary acabou com um cliente. Susan, com seu cérebro marinado em whisky e inveja, achou que cortar a cabeça da Mary com um machado resolveria seus problemas. Em tempos vitorianos, onde as mulheres eram vistas como seres calminhos e delicados, a história foi sensacionalizada até não dar mais. Hoje em dia, dizem que o fantasma da Mary ainda vaga as ruas de Griffintown procurando pela sua cabeça a cada 7 anos. Quem estiver por lá no dia 26 de junho de 2019 e tombar com a moça, favor não esquecer de mandar um Snapchat.


6. The Queen Elizabeth Hotel

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Fãs de John Lennon, vocês provavelmente já sabiam dessa, mas não estraguem a surpresa ok? O Hotel Fairmount The Queen Elizabeth foi onde John e Yoko fizeram um dos seus Bed-Ins for peace durante a guerra do Vietnam. Eles ficaram nos quartos 1738, 1740, 1742 e 1744. Lá eles tiveram vários encontros com Timothy Leary, Tommy Smothers, Dick Gregory, Murray the K, Al Capp e Allen Ginsberg, onde todos, menos o Capp, cantaram “Give Peace a chance“ com o casal tendência.


Todos mais informados sobre a sua futura (ou talvez atual) cidade?

 

Lembrando que o projeto conta com 6 blogueiras que postam sobre o mesmo tema, cada uma com a sua interpretação. Corre no blog delas pra dar uma olhadinha no que saiu de bom! São elas:

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Gaby no Canadá | Gaby (Toronto, ON)
Like a New Home | Adriane (Ottawa, ON)
Minha Neve e Cia | Caroline (Mississauga, ON)
De bem com a vida | Mariana (Calgary, AB)*
Edmonton Feelings | Juliana (Edmonton, AB)

*Nossa Vancouverite preferida, Carina, passou a tocha do 6 on 6 pra nossa nova integrante Mariana, de Calgary! Seja bem vinda hun! :)

 

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5 comentários sobre “Prédios e outras Histórias | Projeto 6 on 6

  1. Que legal, Jess! Eu adoro história e adorei conhecer esses prédios de Montreal! O Hotel Fairmont, claro, tinha que fazer parte da lista, mas adorei também saber sobre a casa da Mary Gallagher e conhecer o prédio da Ubisoft! *___*

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